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O cinema, como as demais artes, reflete as diferentes sociedades e a cultura de quem o faz: sua língua, sua gente, seus costumes, sua música, suas perspectivas de vida... Poderoso instrumento político e social, ele pode exportar valores que se convertem em sedução, eliminação de preconceitos e a aproximação de diferentes nações.
A Uninter.com, em sua coluna de sinopses, indicações e críticas de filmes nacionais e internacionais, publicou em suas edições de 2006 os seguintes catálogos. Compre a pipoca e faça a sua sessão.
Um novo homem, de Penny Marshall (1994)
Embora não seja um filme dos mais recentes, pois o lançamento data de 1994, essa é uma comédia atemporal. O toque de humor é garantido pelo espírito cômico do personagem principal, interpretado por Danny DeVito, que empresta a Bill Rago a irreverência, o cinismo e o humor necessários para fazer desse filme uma comédia nada patética.
Orfeu, de Cacá Diegues (1999)
O filme, que conta com cenas do desfile do Carnaval rodadas durante o desfile da Escola de Samba Viradouro, em 1998, na Marquês de Sapucaí, levou aos cinemas brasileiros quase um milhão de pessoas. Resgata o mito de Orfeu e Eurídice, ambientados contemporaneamente.
11’09”01, de Youssef Chahine (Egito), Amos Gitai (Israel), Alejandro González Iñárritu (México), Shohei Imamura (Japão), Claude Lelouch (França), Ken Loach (Reino Unido), Samira Makhmalbaf (Irã), Mira Nair (Índia), Idrissa Ouedraogo (Burkina-Faso), Sean Penn (Estados Unidos) e Danis Tanovic (Bósnia-Herzegovina) (2002)
Drama de co-produção Inglaterra/França, imediatamente esse filme vai explicando a que veio: 11 cineastas, de 11 países diferentes, cada um com 400.000 dólares na mão, fazem 11 curtas retratando seus próprios pontos de vista sobre o evento ocorrido em 11 de setembro. Com total liberdade de expressão, unem-se por uma perspectiva em comum: a demonização de Bush e da guerra do Iraque, além de fazer um grande convite à reflexão.
Dogville, de Lars Von Trier (2003)
Do diretor dinamarquês Lars Von Trier, Dogville é o exemplo da quebra de paradigma no cinema moderno, e, talvez, o filme que mais se aproxima do manifesto Dogma 95, elaborado pelo mesmo diretor, que preconizava outras experiências cinematográficas, opostas ao conhecido “cinema comercial”.
A Guerra do pente - O dia em que Curitiba explodiu, de Nivaldo Lopes (1986)
Exibido em 5 sessões por dia, no já extinto Cine Groff, a produção curitibana é um semidocumentário. Trata de uma revolta popular em Curitiba que começou devido à não emissão de uma nota fiscal da compra de um pente, o que acabou tomando proporções inesperadas entre os curitibanos da época.
Beat Street (1984)
Lançado em 1984, esse filme tem como tema central uma das mais importantes manifestações da arte de rua, o movimento hip-hop. Contextualizado no famoso bairro do Bronx, em Nova York, o musical mostra o mundo da arte popular que associa música, dança, poesia e pintura (graffiti).
Festa de Babete, de Gabriel Axel (1987)
Do pouco conhecido diretor dinamarquês Gabriel Axel, o longa-metragem foi produzido em 1987 e é considerado um drama clássico cuja temática se centra na “arte de bem servir e de bem comer”. O cenário é um pequeno povoado da Dinamarca, religioso e conservador, que vive a fé na salvação através da renúncia aos bens materiais e aos prazeres terrenos.
Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman (1981)
Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri (escrita e encenada em 1958), o filme, dirigido e produzido por Leon Hirszman, é representativo do período conturbado da história nacional.
Garrincha – estrela solitária, de Milton Alencar Jr. (2004)
O drama deixou em expectativa os aficcionados por futebol, isso porque o filme passa ao largo de tudo o que o espectador esperava ver. Apesar de o diretor afirmar que o longa foi baseado na biografia de Garrincha, escrita por Ruy Castro, intitulada Estrela Solitária, o filme parece ter utilizado pouco das valiosas informações contidas na obra do escritor, lançada em 1995.
War photographer - Fotógrafo de guerra, de Christian Frei (2001)
Para quem gosta de fotografia e de cinema, esse filme é um dos mais belos e contundentes documentários que relaciona esses dois universos. O diretor suíço Christian Frei custou a convencer o renomado fotojornalista, James Nachtwey, a autorizar a produção do filme. Sua intenção era mostrar a realidade de um fotógrafo de guerra sob a perspectiva do próprio fotógrafo, a fim de evidenciar ao público o horror presenciado por esse profissional, em seu cotidiano de trabalho e também a importância dessa arriscada profissão.
O outro lado da rua, de Marcos Bernstein (2004)
Esse filme marca a estréia do roteirista Marcos Bernstein como diretor, depois de ter participado como co-roteirista de Central do Brasil. Com uma proposta singela, mas densa, o filme mistura drama, suspense, humor e romance numa história cujos protagonistas são uma mulher de 65 anos, Regina (Fernanda Montenegro) e um homem, também com essa idade, aproximadamente, Camargo (Raul Cortez).
Billy Elliot, de Stephen Daldry (2000)
Stephen Daldry, o corajoso diretor desse longa-metragem, aventurou-se nessa produção cinematográfica partindo de sua experiência de mais de cem peças produzidas na Inglaterra. O filme recebeu três indicações ao Oscar, duas ao Globo de Ouro e uma ao César, não exatamente pela ousadia de sua produção, mas pela sensibilidade com que o diretor conseguiu contar uma história simples, mesclando diferentes doses de emoção, sensibilidade e tensão.
Náufrago, de Robert Zemeckis (2000)
Ao pensar em um filme que pudesse oferecer elementos para tratar do tema empreendedorismo muitas foram as cogitações e as releituras realizadas. No entanto, a opção se deu por um filme que, embora bastante visto, comentado, criticado e analisado, contém elementos dignos de atenção de acordo com o tema escolhido. Seja sob o aspecto psicológico, sociológico, lingüístico, filosófico ou tantos outros, o enredo do filme Náufrago permite pontos de vista diferenciados ou, no mínimo, algumas leituras inusitadas.
Vôo United 93, de Paul Greengrass (2006)
Esse longa-metragem do inglês Paul Grengrass aborda, de modo bastante particular, uma face do evento fatídico de 11 de setembro. A opção foi mostrar não o ataque às torres gêmeas, mas sim o seqüestro do avião cujo alvo era a Casa Branca, mas que teve sua tentativa frustrada devido a uma espécie de rebelião dos passageiros.
De volta às aulas, de Alan Metter (1986)
Esse é o tipo de filme para assistir e relaxar, completamente sem compromisso. Trata-se de uma comédia na qual Roger Dangerfield, ator principal - praticamente desconhecido no Brasil, mas com grande popularidade nos Estados Unidos - interpreta o executivo bem-sucedido, Thorton Melon, que conseguiu subir na vida sem ter, sequer, o colegial, usando de muita astúcia e experiência no mundo dos negócios.
Intervalo clandestino, de Eryk Rocha (2005)
Nesse longa-metragem brasileiro, o diretor Eryk Rocha faz uma abordagem de um ponto de vista pouco comum, ou, ao menos, pouco mostrado nas telas do cinema: o modo como política e povo se articulam (ou se desarticulam). Em meio ao caos urbano, no intervalo entre sua casa e seu trabalho, personagens anônimos, desconhecidos, “clandestinos”, são abordados nesse momento intervalar de seu cotidiano para dizerem o que pensam sobre a política brasileira, em plena efervescência de campanha eleitoral.
Naqoyqatsi, de Godfrey Reggio (2002)
Terceiro e último filme da trilogia – qatsi, esta obra chama a atenção pela ousadia e versatilidade. Os outros dois primeiros filmes que compõem a trilogia são intitulados Koyaanisqatsi (1982), que significa vida fora do equilíbrio e Powaqqatsi (1987) que significa vida em transformação. O filme constitui-se em um conjunto impressionante de sons e imagens, estas manipuladas digitalmente com o intuito de proporcionar reflexão sobre o impacto da tecnologia no universo humano.
2 filhos de Francisco, de Breno Silveira (2005)
Baseado na história de vida de uma das duplas sertanejas mais famosas do país, Zezé Di Camargo e Luciano, esse longa-metragem apresenta a saga da família Camargo centrando-se nas figuras de Francisco e seus filhos. O resultado, todos já sabemos: o intento do pai de transformar os filhos em uma dupla de sucesso é alcançado, mas não sem sofrimento, renúncia, muitos esforços e perdas significativas. O comentário do filme aborda a questão da exploração do trabalho infantil, muito bem representada na história dos que hoje, são artistas famosos.
Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Masagão (1999)
Resultado de uma bolsa de estudos oferecida pela Fundação McArthur para estudar o século XX, a obra de Marcelo Masagão superou todas as expectativas, a começar pela frase que dá título ao filme, que, por si só, já oferece margem para vários questionamentos, cujas respostas vão se construindo aos poucos e culminam com a última cena do longa-metragem.
CSI: Crime Scene Investigation – Las Vegas, criação de Anthony E. Zuiker, Carol Mendelsohn e Ann Donahue (Sony - 7ª temporada)
Essa série, de caráter policial, teve início em outubro de 2000, nos Estados Unidos, e em abril de 2001, no Brasil. Na esteira de filmes clássicos do gênero policial, a série televisiva procura representar o cotidiano de cientistas forenses empenhados no desvendamento de assassinatos, a partir da análise minuciosa da cena do crime.